Prédio de 400 metros registra maior teste de carga em fundação do Brasil com 2.107 toneladas
Teste foi realizado em estaca do empreendimento residencial da construtora Lotisa, que será lançado no final deste ano em Balneário Camboriú (SC)
Teste foi realizado em estaca do empreendimento residencial da construtora Lotisa, que será lançado no final deste ano em Balneário Camboriú (SC)
O futuro empreendimento da Lotisa em Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, registrou a maior carga em um teste deste sistema já realizado em um prédio residencial no Brasil. O ensaio atingiu 2.107 toneladas em uma estaca do tipo hélice contínua, superando a marca anterior de 2 mil toneladas, atribuída a outro edifício também em construção na cidade catarinense, que já é conhecida como a “Dubai Brasileira". O teste atual faz parte dos estudos de fundação do novo arranha-céu de aproximadamente 400 metros de altura que a incorporadora pretende lançar no fim de 2026.
O procedimento foi realizado pela Solugeot, empresa nacional especializada em investigação geotécnica de alto desempenho. Outro ponto importante é que comparativamente, em carga e tamanho das estacas, o resultado obtido supera os testes do Burj Khalifa, em Dubai, considerado o prédio mais alto do mundo.
Segundo o projetista das fundações, Ricardo Born, o teste confirmou a segurança e a eficiência da solução estudada para o empreendimento. “A estaca foi levada ao limite do equipamento de teste, mas não ao limite da sua capacidade. Mesmo com mais de 2,1 mil toneladas aplicadas, não houve ruptura. Isso nos dá informações muito precisas sobre o comportamento do solo e da fundação, permitindo projetar com mais segurança e eficiência”, explica.
Com VGV de mais de R$ 2 bilhões, o empreendimento da Lotisa terá a mesma concepção dos maiores prédios do mundo. A concepção estrutural, mecânica, hidráulica e elétrica está a cargo da WSP, empresa global de engenharia envolvida em projetos como o One World Trade Center, nos Estados Unidos, e The Shard, no Reino Unido. Já a análise de vento é conduzida pela canadense RWDI, responsável por estudos de 16 dos 20 edifícios mais altos do mundo.
Para Fábio Inthurn, CEO da Lotisa, o resultado é um marco para a empresa e para a engenharia brasileira. “Um prédio dessa dimensão exige uma etapa de estudo extremamente criteriosa. O teste nos dá mais segurança técnica para compreender o comportamento do solo, otimizar os projetos de fundações e estrutura e tomar decisões com base em dados reais. Chegar a esse patamar mostra o quanto o Brasil tem avançado em tecnologia construtiva e em capacidade de executar projetos cada vez mais complexos”, afirma o executivo, que também é engenheiro civil.
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